Le penseur de Rodin... coitado... nunca se viu ninguém fazendo tanta
força para pensar!
força para pensar!
[in: Caderno H, Editora Globo - Porto Alegre, 1973]
[in: Caderno H, Editora Globo - Porto Alegre, 1973]


Varri-me como uma pista.
Minha vida não foi um romance...
Olho o mapa da cidade
No espelho roto das poças dágua

Não sei por que, sorri de repente
As pálpebras estão descidas
Era a flor da morte
Os caminhos estão cheios de tentações.
Ao longo das janelas mortas
O vento verga as árvores, o vento clamoroso da aurora...
No silêncio terrível do Cosmos
As belas, as perfeitas máscaras de perfil severo

A Noite é uma enorme Esfinge de granito negro
Olho-te espantado:
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
O dia abriu seu pára-sol bordado
Lili vive no mundo do faz de conta...
Morava no fundo do poço.
O maior chato é o chato perguntativo. Prefiro o chato discursivo
O meu primeiro amor e eu sentávamos numa pedra
Mas quem sabe se o Diabo não será o Mister Hyde de Deus?
O Idiota da Aldeia gostava de coisas brilhantes.
- Mas há as que nos compreendem...