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sexta-feira, setembro 29, 2006

Cântico

O vento verga as árvores, o vento clamoroso da aurora...

Tu vens precedida pelos vôos altos,

Pela marcha lenta das nuvens.

Tu vens do mar, comandando as frotas do Descobrimento!

Minh'alma é trêmula da revoada dos Arcanjos.

Eu escancaro amplamente as janelas.

Tu vens montada no claro touro da aurora.

Os clarins de ouro dos teus cabelos na luz!




[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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quinta-feira, setembro 28, 2006

No silêncio terrível

No silêncio terrível do Cosmos

Há de ficar uma última lâmpada acesa.

Mas tão baça

Tão pobre

Que eu procurarei, às cegas, por entre papeis revoltos,

Pelo fundo dos armários,

Pelo assoalho, onde estarão fugindo imundas ratazanas,

O pequeno crucifixo de prata

- O pequenino, o milagroso crucifixo de prata que tu me deste um dia

Preso a uma fita preta.

E por ele os meus lábios convulsos chorarão

Viciosos do divino contato da prata fria...

Da prata clara, silenciosa, divinamente fria - morta!

E então a derradeira luz se apagará de todo...



[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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sexta-feira, setembro 15, 2006

As Belas, As Perfeitas Máscaras

As belas, as perfeitas máscaras de perfil severo
Que a morte, no silêncio, esculpe,
Encheram-se de uma estranha claridade...
Que anjos tocam, através do mundo e das estrelas,
Através dos sensíveis rumores,
O canto grave dos violoncelos profundos?
Alma perdida, vagabunda, Messalina sonâmbula, insaciada...
Que procuras na noite morta, Alma transviada,
Com tuas mãos vazias e tristes?
Cantam os violoncelos... A noite sobe como um balão...
Meus olhos vão ficando cada vez mais lúcidos...
Soluçam os violoncelos... Ah,
Como é gelado o teu lábio,
Pura estrela da manhã!

[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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terça-feira, setembro 12, 2006

Mundo


E eis que naquele dia a folhinha marcava uma data em caracteres desconhecidos,
Uma data ilegível e maravilhosa.

Quem viria bater à minha porta?

Ai, agora era um outro dançar, outros os sonhos e incertezas,
Outro amar sob estranhos zodíacos...

E o terror de construir mitologias novas!


[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]


segunda-feira, setembro 11, 2006

Sinônimos

Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.




[in: Caderno H, Editora Globo - Porto Alegre, 1973]

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quarta-feira, setembro 06, 2006

Sempre

Jamais se saberá com que meticuloso cuidado
Veio o Todo e apagou o vestígio de Tudo
E
Quando nem mais suspiros havia
Ele surgiu de um salto
Vendendo súbitos espanadores de todas as cores!


[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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eterno espanto

"Em que estrela, amor, o teu riso estará cantando?"

[Mario Quintana]


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Os textos encontrados aqui são fragmentos da obra de Mario Quintana - e sempre que possível será citada a fonte original, com o nome do livro e editora.
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INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]