<%@ Page Language="pt" ContentType="text/html" ResponseEncoding="iso-8859-1" %> Mario Quintana: Eterno Espanto <body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6887636\x26blogName\x3dMario+Quintana:+Eterno+Espanto\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dSILVER\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://quintanares.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://quintanares.blogspot.com/\x26vt\x3d-4214758416779650775', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
quinta-feira, julho 22, 2004

Quem Ama Inventa

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

Marcadores:



quarta-feira, julho 21, 2004

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

[por Augusto Meyer e Manuel Bandeira]

Marcadores:



quarta-feira, julho 07, 2004

Saite de poesias

Mario Quintana, poemas e poesia

Marcadores:



quinta-feira, julho 01, 2004

Academia do Contra

Monteiro Lobato (que escreveu a orelha de Espelho Mágico depois de tê-lo encomendado) e Érico Veríssimo (que fez a introdução de Pé de Pilão) foram apenas alguns ilustres que o admiraram e prestaram suas homenagens enquanto ainda estava vivo. Suas palavras também eram aclamadas por Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes, Drummond, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto.

Nada mal para quem foi ignorado por três vezes pela Academia Brasileira de Letras, para a qual, na última e derradeira afronta, escreveu sem perder o rebolado, o famoso Poeminha do Contra.


Sobre a relação com a Academia Brasileira de Letras, disse uma vez que nunca quis fazer parte dela, pois achava que os imortais que dela participavam gastavam muito tempo recebendo estrangeiros de importâncias duvidosas. Além disso achava perigoso ter que estudar novos nomes para o ingresso, já que muitos deles eram amigos. Apesar de ter se candidatado por três vezes, não achava contraditórias suas opiniões, tendo em vista que, se fosse aceito, vestiria a camisa da entidade. Ele acreditava que a Academia deveria ter gente mais jovem, portanto a sua inserção já seria uma renovação.

Talvez para aliviar o peso na consciência de quarenta imortais - que deve ser grande - recebeu em 1980 o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra (tipo aquele prêmio que a Academia do Oscar dá aos grandes talentos injustiçados). Antes disso, porém, foi saudado em uma das sessões da Academia por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, através da leitura de um de seus poemas. No entanto, em sua terra natal, tornou-se Cidadão Honorário de Porto Alegre; ganhou placa de bronze na praça principal de Alegrete; recebeu a medalha Negrinho do Pastoreiro; ganhou duzentos botões de rosas e cravos das mãos de crianças em Passo Fundo; foi nomeado Doutor Honoris Causa da UNICAMP e da Universidade Federal do Rio de Janeiro e eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros em uma promoção da Academia Nilopolitana de Letras entre escritores de todo o país. Foi o quinto poeta a receber esse título. Os outros foram Olavo Bilac, Alberto Oliveira, Olegário Mariano e Guilherme de Almeida. E ainda tem gente que diz que os imortais tinham razão.

[desconheço o autor do artigo acima, agradeço quem puder informar a fonte]

Marcadores:




Mario Quintana

Mario Quintana

http://quintanares.blogspot.com

Marcadores:




parte final da entrevista

P - Que recado você vai mandar para os paraibanos?

R - Ah, eu quase fui morar na Paraíba. Porque eu servi na revolução de trinta e quando houve aquela batalha de Itararé (que não houve) eu estava na cidade de Rio Branco, no norte do Paraná. Aí se chegou a um acordo e o tenente, que era da Paraíba, me ofereceu o cargo de tenente-contador. Mãe eu disse pra ele que não pretendia ser soldado, nem prosseguir no serviço militar porque preferia voltar para o Sul. Isso aí por um lado foi bom, não é? Porque depois houve um golpe na Paraíba, imagine, eu poderia ter morrido... (risos)

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




P - Mário, você fala muito do amor nos seus poemas. Mas, você não se casou, não teve filhos. Como explica isso?

R - Talvez porque não tenha tido tempo. Eu andei muito. Antes eu trabalhava em Alegrete, cidade onde nasci. Ali fui prático de farmácia. Mas quando estava esquentando uma coisa eu mudava para outra. No quarto ano do colégio eu fui reprovado porque só estudava Português, Francês e História. O resto eu nem abria e um dia meu pai disse: "Olha, você não quer estudar. É uma pena, mas, vagabundo não te quero. Vais trabalhar na minha farmácia. " E eu fui prático de farmácia por cinco anos. Depois quando ele faleceu, eu fui fazer a única coisa que eu gostava: fui trabalhar de jornalista no Estado do Rio Grande. Quando as coisas estavam esquentando de novo o Governador mandou fechar o Estado do Rio Grande. Era o Flores da Cunha. Ele era um velho caudilho risos). Aí fui trabalhar na Gazeta de Notícias, no Rio. Isso em 1936. Estive lá dois anos e aí fui trabalhar na Livraria do Globo. E sempre andando de um lado para o outro. E aí não tive tempo. Como é que vou saber porque é que não casei. Deve ter sido por causa dos astros, né? Vamos culpar os astros (risos).




P - (Joana) - Casou com a poesia?

P - (Lau) - Não, a poesia não é um casamento. É um caso, não é?


R - Ah... a poesia é um caso mesmo!

P - Quantos livros você traduziu?

R - Eu traduzi para a Livraria do Globo, cento e trinta e oito livros. No tempo em que eu era criança, o francês era moda e a minha mãe era professora de francês. Então, quando a gente, por exemplo, não queria que os empregados soubessem o que a gente estava dizendo, aí se falava em francês. Grande parte da revolução de 23, por exemplo, foi preparada em francês, porque se reuniam as senhoras dos oficiais para tomarem chá e comunicavam as coisas todas em francês. Imagine que na minha terra, em Alegrete, se fez revolução em francês. Que barbaridade! Naquele tempo as comunicações com a Europa eram bem mais fáceis que hoje. A França era a capital literária do mundo. Eu, quando estava na farmácia do velho, tinha conta numa livraria francesa. Eles mandavam os boletins e eu encomendava. Tudo vinha direto de Paris para Alegrete.

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




P - Já se tentou três vezes colocar o seu nome na Academia Brasileira de Letras e não se conseguiu. Qual é, agora, a sua relação com a Academia?

R - As minhas relações com a Academia foram sempre boas, eu sempre me dei com gente de lá. Não estou dizendo que "as uvas estão verdes", mas, na verdade eu nunca quis pertencer à Academia. O pessoal de mentalidade futebolística não se satisfazia com apenas um nome gaúcho no time e achavam que devia ter outro lá. Resolveram me candidatar. Quando me candidataram da primeira vez, eu recebi o recado de um senador, que estava tudo preparado para entrar o Portela, os votos já estavam prontos e que eu deveria desistir... e eu disse para ele, por telefone, que não haveria de desistir porque o pessoal iria pensar que era covardia minha. E seria muita desconsideração de minha parte. Aliás, eu não gosto de Academia e jamais quis pertencer a ela porque a gente perde um tempo enorme recebendo visitantes estrangeiros de valor muito suspeito. Se pensa que ser estrangeiro é grande coisa, que se francês ou inglês é uma raridade e não é bem assim. Depois, na Academia, se começa a discutir quem vai ser o sucessor de quem, se recebe impressões de toda a parte para se votar e eu acho que isso atrapalha a vida do camarada, não é? Eu acho que ultimamente a Academia virou um depósito de ministros e com o perdão de alguns amigos que eu tenho lá, um asilo de velhos. Mas eu não tenho nada contra a Academia. De fato não há contradição minha em lamentar que não tenha sido eleito porque eu tensionava fazer tudo pela academia, se fosse eleito. Acho que, antes de tudo, ela deveria ter muita gente jovem. Eu acho que já seria uma renovação e acabava com aquela coisa. Na academia, já não gostaram muito de mim porque doisa naos antes da minha candidatura eu tinha dito que a Academia era uma espécie de sociedade recreativa e funerária (risos).

P - Como é o dia-a-dia de Mário Quintana?

R - Bem, eu acordo de manhã, vivo de dia e durmo de noite. Não tem nada de especial. Eu escrevo, ando, visito amigos...

P - Mário, cita dois ou três poetas brasileiros que você considera bons.

R - Olha, eu não gosto de citar. Eu só citarei um para evitar, depois, emissões inadvertidas ou divertidas. Eu citarei o Carlos Drummond de Andrade que é um dos poetas mais complexos do nosso País.

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




P - O que você acha da velhice?

R - eu acho que é uma pena. Só que eu queria ter nascido 40 anos antes, e não oitenta anos antes (risos). Tudo isso eu já vivi, sabe? Quando o diabo me chamar eu já estou pronto.

P - Você já viveu oitenta anos. O que é que mudou em Porto Alegre desse período pra cá?

R - Olha, naturalmente o que mudou foi a arquitetura, não é? Eu vejo sempre uma cidade dentro da outra e lembro aquela cidade antiga. Mas pra me lembrar dela eu tenho que fechar os olhos (risos). Porto Alegre, antigamente, era muito mais calma. Não havia tantos assaltos, tanta violência... eu nasci no tempo das vacas gordas. Antes, o leiteiro deixava o leite na porta de casa e ninguém roubava. Hoje roubam até as galinhas dos despachos. Os tempos mudaram, os costumes, mas a vida continua a mesma. Eu não sou como aqueles velhos que dizem: "Ah, os bons velhos tempos..." eu tenho vontade de dizer para eles: "Olha seu moço... seu moço, não, seu velho. Os tempos são sempre bons, o senhor é que não presta mais... (risos).

P - Você continua a escrever poesia com freqüência? Publicará algum livro este ano?

R - Olha, eu não sei fazer outra coisa na vida. Este ano vou publicar dois livros: Um diário poético, com pensamentos sobre cada dia. No dia universal da mulher, por exemplo, eu escrevi o seguinte: " De cada dois gambás - eu não sei se na Paraíba se usa a palavra gambá para se definir um bêbado - um é porque nãop tem mulher e o outro é porque tem. (risos).

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




P - Existe alguma pergunta que os jornalistas sempre fazem e que você considera chata?

R - Não. O que existe é uma pedida chata. Há pessoas que dizem, por exemplo: "Seu Mário, faz uma dedicatória bem poética pra mim... Olha, o que eles entendem por poética me deixa horrorizado.

P - Quando foi que a poesia entrou na sua vida?

R - Eu comecei a fazer versos desde que me entendi por gente. Eu acho que ser poeta não é uma maneira de escrever, é uma maneira de ser. Assim, como nascem pessoas de olhos azuis ou pretos, nascem também os poetas. Mas eu só publiquei mesmo o meu primeiro livro muito mais tarde. Os poetas novos tem ânsia de publicar logo, eles deveriam esperar ficar mais amadurecidos pela vida, não é? E assim, iriam amadurecendo também o seu instrumento, que são as palavras. O poeta quando mais velho tem tendência de ficar melhor, com o estilo mais depurado. Viveu mais, não é?

P - Você acha que Mário Quintana já está pronto, é um bom poeta?

R - Olha, eu sou m eterno aprendiz. Porque o poeta que descobre uma fórmula, ganha renome, não quer outra vida, e fica conversando com os amigos sentado em cima do muro sem se espetar, esse está perdido, porque eu acho que a poesia não é mais que a procura da poesia, como acho que também Deus se resume na procura de Deus. Eu publiquei meu primeiro livro aos 34 anos. Foi "A Rua dos Cataventos".

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




Entrevista - parte 3

Houve um tempo em que Mário Quintana ficou sem ter onde morar. Foi quando o expulsaram do hotel Magestic, no centro de Porto Alegre. Foi despejado, uma vez que o jornal onde trabalhava (Correio do Povo) tinha ido à falência. O poeta saiu e o hotel se transformou, ironicamente, na famosa "Casa de Cultura Mário Quintana".

Às vezes, com sua voz trêmula, ele faz pausas para se lembrar de palavras, coordenar frases. A gente tem a impressão que está se gastando em poesia. Poesia que ainda escreve diariamente, como se tivesse pressa, ou como se quisesse aprender sempre.

"Eu sou um eterno aprendiz de poeta e nunca soube fazer outra coisa na vida... No quarto ano do colégio, eu fui reprovado porque só estudava Português, Francês e História. O resto eu nem abria. Então meu pai me fez trabalhar na sua farmácia como prático. Depois de cinco anos fui fazer o que mais queria, trabalhar como jornalista no Jornal O Estado do Rio Grande".

E Mário fugia de tudo para perseguir a poesia. Publicou seu primeiro livro aos 34 anos, apesar de fazer versos desde menino. Desde então tem mantido a média de dois ou mais livros por ano. Este ano deverá publicar: "Da preguiça como método de trabalho" e "Preparativos para viagens".

Acabamos a entrevista, os papos se alongaram... já íamos sair quando o poeta nos mostrou um segredo: um painel de fotografias de Bruna Lombardi na porta do seu quarto (lado de dentro, lógico!). Confessou que não fica muito à vontade quando lhe pedem, freqüentemente, para falar de sua relação com a atriz:

"Que coisa chata, como é que eu vou explicar uma amizade? Acho também que a amizade é um tipo de amor que não acaba nunca".

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




Entrevista - parte 2

A ABL virou um depósito de ministros
(Mario Quintana)


Aos 80 anos, o poeta está mais avesso à Academia


No verão, a cidade de Porto Alegre vai nos envolvendo aos poucos, com suas galerias, seus trombadinhas altivos... Às três da tarde, a Rua da Praia ferve de gente. Na praça da Alfândega, protestantes com seus discursos inflamados e um cego tocando música nativa em sua gaita, disputam ouvidos indiferentes. Cinco da tarde, o sol ficou mais fresco. Em alguma calçada da rua barulhenta, um velhinho caminha seu passo lento. Parece distraído, parece ausente, mas... ele é todo atenção aos ruídos, aos cheiros de pêssegos maduros e de jornais... aos sotaques dos turistas argentinos, uruguaios ou nordestinos.

E se alguém o surpreende de olhos fechados e comenta: "É o Mário Quintana, como está velhinho"... não percebe que ele está se lembrando de outra cidade, a Porto Alegre de sessenta, quarenta, oitenta anos atrás, tão mais calma, com suas carrocinhas de leite nas portas.

Dedicamos uma semana de nossas férias à Porto Alegre, quando voltávamos da fronteira, mas, não tivemos a oportunidade de surpreender o poeta em um de seus passeios. Fomos encontrá-lo no dia 16 de janeiro, no hotel onde reside: Porto Alegre Residence. Munidos de gravador e com as emoções todas saindo pelos poros, subimos ao oitavo andar e pressionamos a cigarra do 805.

Mário tem secretária. Ela disse que teríamos apenas meia hora para conversar com o poeta. Ele nos chamou para o seu quarto e pediu cafés.

É alegre e simples. Já não ouve muito bem, mas, pudemos constatar que ao longo desses anos todos, vividos quase que exclusivamente para a poesia, sua lucidez e um senso de humor incomparável se mantém inalterados.

Naquela meia hora alongada por vontade do poeta, sob os protestos da sua secretária, falou-se de poesia, de velhice, de Academia... entre muitas risadas de dois deslumbrados entrevistadores e de um menino, um velho, um sábio... sabemos lá!!!

[Entrevista concedida à: Joana Belarmino e Lau Siqueira em 16 de janeiro de 1987]

Marcadores:




Entrevista concedida a Lau Siqueira - parte 1

INTRO

"Caros amigos, em janeiro de 87, eu minha ex-mulher, jornalista e hoje professora do Curso de do Curso de Comunicação da UFPB, estávamos em Porto Alegre visitando minha família e resolvemos entrevistar o poeta Mário Quintana que acabava de completar 80 anos.
A entrevista foi publicada pelo Jornal O Norte, no dia 25 de janeiro de 1987. Aquele momento, inegavelmente, foi um dos mais belos da minha vida. Além da entrevista, gozamos momentos de extrema amabilidade por parte do poeta. Segue aí a entrevista, na íntegra. Desculpem os prováveis erros, já que a emoção se renova. A revisão fica, pois, por conta de cada um. Minha intenção é, apenas, repartir essa exclusividade. Certamente que há muito de ingenuidade em algumas perguntas, mas, inegavelmente há uma riqueza na espontaneidade e na inteligência de respostas reveladoras que valem a leitura. Nosso objetivo não era construir um "quase ensaio" (como alguns panacas metidos) onde os entrevistadores fossem as grandes estrelas diante de um "entrevistado suporte", mas, apenas "bater um papo" descontraído com um dos mais originais poetas da Literatura de Língua Portuguesa. Bom proveito. Penso que temos aqui uma relíquia.

Há braços!

Lau Siqueira?

Marcadores:



eterno espanto

"Em que estrela, amor, o teu riso estará cantando?"

[Mario Quintana]


aprendiz de feiticeiro



Ou contate a moderadora.
espelho mágico

Objeto Abjeto

caderno H

a cor do invisível

Ajude: escolha pra onde vai seu imposto sem pagar nada (mesmo!) a mais por isso. Clique aqui e saiba como.



[entenda mais]
esconderijos do tempo


04.2004
05.2004
06.2004
07.2004
08.2004
12.2004
01.2005
03.2005
04.2005
05.2005
06.2005
07.2005
08.2005
10.2005
11.2005
12.2005
01.2006
02.2006
03.2006
04.2006
05.2006
06.2006
07.2006
08.2006
09.2006
10.2006
11.2006
12.2006
01.2007
02.2007
03.2007
04.2007
05.2007
06.2007
09.2007
01.2008
02.2008
03.2008
04.2008
05.2008
06.2008
07.2008
08.2008
09.2008
10.2008
11.2008
10.2009
08.2011
03.2012
06.2012
01.2013
apontamentos de história sobrenatural

Os textos encontrados aqui são fragmentos da obra de Mario Quintana - e sempre que possível será citada a fonte original, com o nome do livro e editora.
baú de espantos

banner by Cauks
template by Rnt
Powered by Blogger
a vaca e o hipogrifo

poetando

velório sem defunto

Os comentários dos leitores não refletem a opinião da autora deste blog.


Porta Giratória

Centenário Quintana
Casa de Cultura MQ
INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]