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quinta-feira, agosto 31, 2006

A Noite

A Noite é uma enorme Esfinge de granito negro
Lá fora.
Eu acendo minha lâmpada de cabeceira.
Estou lendo Sherlock Holmes.
Mas, nos ventres, há fetos pensativos desenvolvendo-se...
E há cabelos que estão crescendo, lentamente, por debaixo da terra,
Junto com as raízes úmidas...
E há cânceres ... cânceres!... distendendo-se como lentos dedos...
Impossível, meu caro doutor Watson, seguir o fio desta sua confusa e deliciosa história.

A Noite amassa pavor nas entrelinhas.
É um grude espesso, obscuro...
Vontades de gritar claros nomes serenos,
PALLAS NAUSICAA ATHENA AI, mas os deuses se foram...
Só tu aí ficaste...
Só tu, do fundo da noite imensa, a agonizares eternamente na tua cruz!...


[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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sábado, agosto 26, 2006

O Milagre

Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia- e do lábio do amigo brotam palavras de eterno encanto. Dias mágicos - em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça gratuita das nuvens.






[Mario Quintana; Sapato Florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948]

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segunda-feira, agosto 14, 2006

Cripta



Debaixo da mesa

A negrinha.

Assustada.

Assustada.

Na janela

A lua.

No relógio

O tempo.

No tempo

A casa.

E no porão da casa?

No porão da casa umas estranhas ex-criaturas com cabelos de
teia-de-aranha e os olhos sem luz sem luz e todas se
[esfarelando que nem mariposas ai todas se esfarelando mas
sempre se remexendo eternamente se remexendo como
[anêmonas fofas no fundo de um poço de um poço!


[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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sexta-feira, agosto 11, 2006

De Repente

Olho-te espantado:
Tu és uma Estrela do Mar.
Um minério estranho.
Não sei...

No entanto,
O livro que eu lesse,
O livro na mão,
Era sempre teu seio!

Tu estavas no morno da grama,
Na polpa saborosa do pão...

Mas agora encheram-se de sombra os cântaros

E só o meu cavalo pasta na solidão.



[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

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quarta-feira, agosto 09, 2006

Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!


[Mario Quintana; "Nova Antologia Poética", 1998, pág. 105]

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domingo, agosto 06, 2006

O meu anjo da guarda é dentuça,
Tem uma asa mais baixa que a outra...





[Mario Quintana; Apontamentos de História Sobrenatural, 1976]









Crédito: Beth Kasper (foto e pesquisa)

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quarta-feira, agosto 02, 2006

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
- ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

[Mario Quintana; Nova Antologia Poética, 1998]

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terça-feira, agosto 01, 2006

Libertação

A morte é a libertação total:
A morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapato.


[Mario Quintana; Preparativos de Viagem]

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eterno espanto

"Em que estrela, amor, o teu riso estará cantando?"

[Mario Quintana]


aprendiz de feiticeiro



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Os textos encontrados aqui são fragmentos da obra de Mario Quintana - e sempre que possível será citada a fonte original, com o nome do livro e editora.
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INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]