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sexta-feira, agosto 29, 2008

A arte de viver

A arte de viver
É simplesmente a arte de conviver...
Simplesmente, disse eu?
Mas como é difícil!




[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


quinta-feira, agosto 28, 2008

Briga em Família


Ontem - no outro lado da realidade -
Sonhei que Jesus estava discutindo violentamente com o Menino
Jesus.
Não ouvi nada, porque o mundo do sonho é silencioso.
(afinal é justo que haja outro mundo melhor do que este)
Não digo apenas que só Deus deve saber... Ele criou todas as coisas
Mas felizmente não sabe o que as coisas poderão fazer...
Tu podes negá-lo, dizer o diabo contra Ele e Ele te escutará!
E sorri infinitamente...




[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


quarta-feira, agosto 27, 2008

Lições da Infância


Vestido de roxo e todo cheio de equimoses,
Tombado sobre um joelho
O medo que me dava Nosso Senhor dos Passos
Aonde eu ia acender-Lhe uma vela.
Não, não sentia piedade alguma, mas apenas medo.
Só muito depois é que vim descobrir
que ele era o mesmo Menino
que na mesma igreja
nos sorria ao colo de Nossa Senhora!



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


terça-feira, agosto 26, 2008

Rock

O rock é o desespero,
Como se eles estivessem não apenas no fim de um século
Mas no fim do mundo e, por isso,
Berram em vez de cantar,
Pulam em vez de dançar,
Estupram-se em vez de simplesmente se amarem...
E fazem de tudo, tudo,
No seu suicídio coletivo!


[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


segunda-feira, agosto 25, 2008

Inquietude

Esse olhar inquisitivo que me dirige às vezes nosso próprio cão...
Que quer ele saber que eu não sei responder?
Sou desse jeito... Vivo cercado de interrogações.
Dinheiro que eu tenha, como vou gastá-lo?
E como fazer para que não me esqueças?
(ou eu não te esqueça...)
Sinto-me assim, sem motivo algum,
Como alguém que estivesse comendo uma empada de camarão sem
camarões
Num velório sem defunto...



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


domingo, agosto 24, 2008

Expedições científicas


Ou apenas instrumentos de honestas e laboriosas expedições científicas
Que descem ao mundo dos homens - os senhores da Terra
Para estudar a interessantíssima vida dos insetos...




[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


sábado, agosto 23, 2008

Os discos voadores


E que ingênuos esses autores de F. C. tão amados dos jovens -
Que consideram esses discos voadores que surgem por aí
Apenas como instrumentos de algum Super-Hitler qualquer
Para conquistar o Cosmos!


[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


domingo, agosto 10, 2008

Noturno

Aquela última janela acesa
No casario
Sou eu...






[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


quarta-feira, agosto 06, 2008

Um simples lugar-comum


Todos esses roubos, todos esses assassinatos vêm apenas da fome
Que conturba este nosso terrível mundo atual.
Ah, como seria bom se rebentasse uma nova Guerra Internacional!
Que fácil uma vida nova em um novo mundo
Para os que ficássemos sobrando do lado de cá!




[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


terça-feira, agosto 05, 2008

O visitante


Aquele morto voltou para assistir à primeira reunião familiar
E retirou-se agradecido
Ao ver que seus saudosos parentes estavam falando em outras coisas...






[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


segunda-feira, agosto 04, 2008

Achados e perdidos


Eu conduzo minha poesia como um burro-sem-rabo
Nesta minha Porto Alegre de incríveis subidas e descidas.
Suo como o Diabo
E desconfio
Que os meus melhores poemas terão caído pelo caminho...
Mas como saber quais são?!
Alguém por acaso os pegará do chão
E vai ficar pensando que o espantoso achado
Pertence a ele... unicamente a ele!

[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


domingo, agosto 03, 2008


É preciso algo que nos preocupe
Para acabar com a monotonia.
Briga com a sogra, duvida
De tua vida, de Deus, de tudo,
Das próprias coisas que melhores julgas,
Porque, na verdade,
Não há nada mais chato na vida
Do que um cachorro sem pulgas...


[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]



Batuque


Dentro da noite sinto-me às vezes pula-pulando ao som do batuque
Como se não tivesse nunca quebrado a minha perna esquerda...
E tudo vai fantasticamente como nesses desenhos animados
- salvo quando me sinto bobamente flutuando no espaço...
Ah! Mas não há nada mais fantástico
Do que esta minha simples mesinha de pinho
Onde sempre me confesso com divertida emoção!



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


sábado, agosto 02, 2008

O espectador

Olhar a televisão
Sem prestar atenção,
Ver apenas figuras a moverem-se na tela
E só assim talvez terei alguma compreensão
Da nossa vida e do sentido dela...



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


sexta-feira, agosto 01, 2008

Preto-e-branco


A nudez mais casta é a das belas negrinhas:
Elas parecem estar sempre vestidas com um maiô
De seda preta...
Só a nossa nudez é que é pornô.
Felizmente...
Mas nos enche de bíblica vergonha!



[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]



Um dia...


Um dia o meu cavalo voltará sozinho
E virá sentar-se naquele mesmo café,
A ler, com as pernas cruzadas, o jornal do dia
- alheio inteiramente à espantação do mundo!




[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]



Amanhecer

O sol derrama, na calçada,
A sua bela, matinal urinada!

[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]


eterno espanto

"Em que estrela, amor, o teu riso estará cantando?"

[Mario Quintana]


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Os textos encontrados aqui são fragmentos da obra de Mario Quintana - e sempre que possível será citada a fonte original, com o nome do livro e editora.
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INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]