<%@ Page Language="pt" ContentType="text/html" ResponseEncoding="iso-8859-1" %> Mario Quintana: Eterno Espanto <body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6887636\x26blogName\x3dMario+Quintana:+Eterno+Espanto\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dSILVER\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://quintanares.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://quintanares.blogspot.com/\x26vt\x3d-4214758416779650775', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
terça-feira, outubro 24, 2006

Ao longo das janelas mortas

Ao longo das janelas mortas
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!... Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrível!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos, Nosso Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o que,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho...


[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

Marcadores:



segunda-feira, outubro 16, 2006

Momento

E, de repente,

Todas as coisas imóveis se desenharam mais nítidas no silencio,


As pálpebras estavam fechadas...

os cabelos pendidos...

E os anjos do Senhor traçavam cruzes sobre as portas.



[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

Marcadores:



sexta-feira, outubro 13, 2006

Bar

No mármore da mesa escrevo

Letras que não formam nome algum.

O meu caixão será de mogno,

Os grilos cantarão na treva...

Fora, na grama fria, devem estar brilhando as gotas
pequeninas do orvalho.
Há, sobre a mesa, um reflexo triste e vão

Que é o mesmo que vem dos óculos e das carecas.

Há um retrato do Marechal Deodoro proclamando a República.

E de tudo, irradia, grave, uma obscura, uma lenta música...

Ah, meus pobres botões! eu bem quisera traduzir, para vós, uns
dois ou três compassos do Universo!...
Infelizmente não sei tocar violoncelo...

A vida é muito curta, mesmo...

E as estrelas não formam nenhum nome.

[Mario Quintana; Aprendiz de Feiticeiro, 1950]

Marcadores:



eterno espanto

"Em que estrela, amor, o teu riso estará cantando?"

[Mario Quintana]


aprendiz de feiticeiro



Ou contate a moderadora.
espelho mágico

Objeto Abjeto

caderno H

a cor do invisível

Ajude: escolha pra onde vai seu imposto sem pagar nada (mesmo!) a mais por isso. Clique aqui e saiba como.



[entenda mais]
esconderijos do tempo


04.2004
05.2004
06.2004
07.2004
08.2004
12.2004
01.2005
03.2005
04.2005
05.2005
06.2005
07.2005
08.2005
10.2005
11.2005
12.2005
01.2006
02.2006
03.2006
04.2006
05.2006
06.2006
07.2006
08.2006
09.2006
10.2006
11.2006
12.2006
01.2007
02.2007
03.2007
04.2007
05.2007
06.2007
09.2007
01.2008
02.2008
03.2008
04.2008
05.2008
06.2008
07.2008
08.2008
09.2008
10.2008
11.2008
10.2009
08.2011
03.2012
06.2012
01.2013
apontamentos de história sobrenatural

Os textos encontrados aqui são fragmentos da obra de Mario Quintana - e sempre que possível será citada a fonte original, com o nome do livro e editora.
baú de espantos

banner by Cauks
template by Rnt
Powered by Blogger
a vaca e o hipogrifo

poetando

velório sem defunto

Os comentários dos leitores não refletem a opinião da autora deste blog.


Porta Giratória

Centenário Quintana
Casa de Cultura MQ
INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]