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quinta-feira, maio 22, 2008

XX

Para Athos Damasceno Ferreira

Estou sentado sobre a minha mala
No velho bergantim desmantelado...
Quanto tempo, meu Deus, malbaratado
Em tanta inútil, misteriosa escala!

Joguei a minha bússola quebrada
Às águas fundas... E afinal sem norte,
Como o velho Sindbad de alma cansada
Eu nada mais desejo, nem a morte...

Delícia de ficar deitado ao fundo
Do barco, a vos olhar, velas paradas!
Se em toda parte é sempre o Fim do Mundo

Pra que partir? Sempre se chega, enfim...
Pra que seguir empós das alvoradas
Se, por si mesmas, elas vêm a mim?




[Mario Quintana; A Rua dos Cataventos, 1940]

1 Comments:

  • Eu sempre venho nesse blog mas nunca nem comentei aqui. Ótimo! É o que estava faltando na internet mesmo, um lugar com poesias ORIGINAIS do Quintana.
    Abraço

    By Anonymous Marina Salmen, at 9:11 PM  

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A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

[Mario Quintana]