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quarta-feira, julho 12, 2006

Indivisíveis

O meu primeiro amor e eu sentávamos numa pedra
Que havia num terreno baldio entre as nossas casas.
Falávamos de coisas bobas,
Isto é, que a gente achava bobas
Como qualquer troca de confidências entre crianças de cinco anos.
Crianças...
Parecia que entre um e outro nem havia ainda separação de sexos
A não ser o azul imenso dos olhos dela,
Olhos que eu não encontrava em ninguém mais,
Nem no cachorro e no gato da casa,
Que tinham apenas a mesma fidelidade sem compromisso
E a mesma animal - ou celestial - inocência,
Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu:
Não, não importava as coisas bobas que diséssemos.
Éramos um desejo de estar perto, tão perto
Que não havia ali apenas duas encantadas criaturas
Mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra,
Enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se, não sabia
Que eles levariam procurando uma coisa assim por toda a sua vida...

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5 Comments:

  • oba, agora tem ferramenta de busca!

    By Blogger , at 5:34 PM  

  • atualise sempre...
    mto bacana o blog!
    abs

    By Anonymous Anônimo, at 3:54 PM  

  • Perfeito!

    By Anonymous Mariana, at 4:09 PM  

  • Esse é smplesmente lindo!!!

    Parabés pelo seu trabalho. Mto bom msm o blog.

    Continuarei visitando para verificar as atualizações...

    Mário Quintana é um mito!!!!

    Até mais

    By Anonymous Ale, at 4:07 PM  

  • Esse pequeno poema sou eu sentado com minha pimeira namorada.. Dói...

    By Anonymous Anônimo, at 12:54 AM  

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Em meio aos toros que desabam,
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Cantemos a canção da vida,
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